sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
BALUARTE DA UMBANDA POR RUBENS SARACENI
BALUARTE DA UMBANDA - MÃE OTACILIA
Rubens Saraceni: Hoje trazemos para vocês uma pessoa excepcional, um exemplo para todos os Umbandistas. Trazemos para entrevistar nessa semana Mãe Otacília de Iemanjá. Senhora Otacília Firmino dos Santos. Sinta-se à vontade para nos falar um pouquinho sobre quem é Mãe Otacília de Iemanjá.
Mãe Otacília: Mãe Otacília de Iemanjá é uma pessoa que trabalha pela Umbanda desde 1954. O meu começo na Umbanda foi um sofrimento muito grande. Quando a luta começou, aconteceu a perda do meu esposo e outros problemas em família. Mas graças a Deus eu consegui superar tudo, exercendo a função que eu tenho junto a Umbanda, que é a enfermagem. Eu faço partos, visito crianças que estão em más condições, ajudo muito aquelas pessoas menos favorecidas que precisam de um médico ou chegar ao hospital para ser atendidos, consigo leitos para crianças desfavorecidas, e o que eu mais faço dentro da Umbanda é ajudar pessoas idosas, que para mim é um prazer muito grande. Alguns familiares não aceitam muito bem esse meu trabalho de ajudar o próximo. Mas eu, como mãe que criei meus filhos quase sozinha, ajudo os velhinhos com agasalho, com palavras, com orientação em família, porque a Umbanda não é só religião, a Umbanda também é amor, é carinho, é dedicação, é passar a mão na cabecinha daqueles que estão mais desprezados, que às vezes não encontram uma família para dar apoio. Então, nós verdadeiros Umbandistas devemos ajudar com muito carinho essas pessoas que tanto precisam. Esse é o meu papel de mãe.
Rubens Saraceni: Embora não aparente, a senhora tem 77 anos de vida com muito trabalho e dedicação. Do alto dos seus 53 anos na Umbanda, como era nossa religião quando a senhora começou em 1954?
Mãe Otacília: A Umbanda era linda e maravilhosa, não tinha preconceito, não tinha vaidade, não tinha folclore. A era muito bem vista, mas era uma Umbanda pobre, simples, cheia de amor, carinho e dedicação. Só faltava, como hoje ainda falta, um maior prestígio, que mostre realmente o que é Umbanda. Agora Deus iluminou e apareceu alguém que está começando a mostrar a Umbanda como ela merece.
Rubens Saraceni: A senhora falou uma coisa que eu via nos umbandistas do passado, que era um grande amor pela Umbanda, era um amor que vestia uma camisa não era?
Mãe Otacília: Uma camisa bem vestida e bem respeitada.
Rubens Saraceni: A Umbanda recebeu muitas críticas por parte de outras correntes religiosas contrárias. A senhora chegou a passar por constrangimentos, ou se sentiu magoada ao ver pessoas falando mal dos Orixás, dos Guias que nós tanto respeitamos?
Mãe Otacília: Sim, muito. Mas superei a tudo porque quando a gente tem fé e respeita os Orixás a gente passa por tudo e segue em frente.
Rubens Saraceni: Sim... Cada um vai colher o seu retorno no tempo certo não é? Foi por volta dos 22 anos que a senhora desenvolveu sua mediunidade?
Mãe Otacília: Eu comecei junto com o meu marido na casa do senhor Juca, um pai de santo muito humilde. Nós começamos construindo o terreiro, levantando a casa no bairro do Rio Pequeno e foi de lá, que 8 anos depois eu saí para abrir minha própria casa, quando conheci Jamil Rachid.
Rubens Saraceni: Há quanto tempo a senhora está filiada à União de Tendas?
Mãe Otacília: Cerca de 45 anos.
Rubens Saraceni: Por volta de 1970 houve uma explosão de centros de Umbanda na cidade de São Paulo. A senhora acredita que foi nessa época que se perdeu a pureza inicial?
Mãe Otacília: Realmente acho que foi sim. Faltou orientação e por causa de certas atitudes sem um propósito espiritualista, a Umbanda ficou com seu nome tão desfalcado. Mas tenho certeza que com essa orientação, com essa sua vontade, o senhor vai conseguir pôr ordem na nossa religião, em nome de Iemanjá.
Rubens Saraceni: Algumas pessoas que me procuram, abriram seus centros porque seus guias pediram para que começassem, mas eles estavam despreparados. Atenderam o pedido de começar o trabalho, mas com muita insegurança de não saber como proceder e conduzir uma casa. A senhora também tem se deparado com essas pessoas?
Mãe Otacília: Muito. E tenho procurado ajudá-las quando possível.
Rubens Saraceni: Não é um aprendizado que se adquire num livro não é?
Mãe Otacília: É verdade. Como meu tempo e meu espaço são poucos, geralmente eu encaminho essas pessoas para quem eu conheço, que tenha mais capacidade, mais tempo e que esteja preparado para poder dar uma palavra.
Rubens Saraceni: A senhora sentiu essa insegurança também?
Mãe Otacília: Sem dúvida. Comecei numa gira de Cosme Damião e na próxima foi Preto Velho, onde eu vi que me perdia, não sabia onde estava e vi que realmente existia espiritualidade porque até aí eu era muito confusa, indecisa, mas depois do Preto Velho veio o Caboclo e eu comecei a perguntar e a ter muita intuição. Levei muitas perguntas ao Pai Jamil, e ele falava: “Filha você tem que seguir, tem que abrir sua casa, você não pode ficar na casa dos outros porque você tem a sua própria cabecinha, sua intuição, seus Caboclinhos, e você tem que ter uma espiritualidade diferente na sua casa”.
Rubens Saraceni: A senhora faz idéia de quantos médiuns já passaram na sua vida nesses cinqüenta anos?
Mãe Otacília: Nossa é muita gente! Fora os partos que eu tenho feito, não existe quantidade porque foram vários.
Rubens Saraceni: Como juntar a espiritualidade que é um dom, com essa mão para o parto que é outro dom. Como começou essa coisa de fazer partos?
Mãe Otacília: Eu sou auxiliar de enfermagem, trabalhei a vida inteira e sempre tive esse dom de ajudar o próximo. Desde que eu deixei a enfermagem nunca parei, sempre fazendo curativos, ajudando um e outro. Como o senhor sabe, a Umbanda é 24 horas, como um pronto socorro, aí aparecem aquelas que estão esperando neném, vão ao médico, e ele manda voltar para casa. Quando eu vou olhar, a criança está nascendo e eu ajudo.
Rubens Saraceni: O Ogã Juvenal, filho da Mãe Otacília me disse que ela fez cerca de 600 partos, inclusive na praia. Mãe Iemanjá que é a mãe da maternidade sempre se manifestou muito forte na sua vida não é?
Mãe Otacília: Sempre. E tanto os que nasceram na minha casa como esses que nasceram na praia são crianças saudáveis, benéficas, todas se formaram, todas são gente boa. Sinto um orgulho muito grande de ser respeitada por eles.
Rubens Saraceni: Sua disposição aos 77 anos de idade nos estimula a acreditar que a espiritualidade nos fortalece. Nós sabemos que o espírito quando incorpora, ao contrário do que algumas pessoas andam espalhando por aí que ceder seu corpo ao espírito, incorporar faz mal; nós que somos médiuns e temos consciência disso que quando o espírito incorpora em nós ele faz a caridade dele e quando ele vai embora ele nos deixa melhor do que quando nos encontrou não é verdade?
Mãe Otacília: Sim é verdade. Às vezes, quando um filho com uma dorzinha de cabeça diz que não poderá vir, eu respondo: Venha, você vai voltar curado. Às vezes eu desço indisposta, e quando eu subo, volto nas nuvens. Peguei um monte de energia que eu nem sei como retribuir.
Rubens Saraceni: Teve um tempo que tinham muitos jovens no centro se desenvolvendo mas precisavam se afastar por precisar de um emprego, retomar os estudos. A senhora já passou por isso também? De fazer o bem e ver os médiuns se afastando não porque eles quisessem, mas porque a vida material obrigava?
Mãe Otacília: Várias vezes. Principalmente com aqueles que estudam e trabalham e entram em dificuldades por perder provas por causa do horário do trabalho espiritual. No começo, a gente acha que a atitude deles é suspeita, mas acaba entendendo as suas necessidades.
Rubens Saraceni: A senhora poderia falar um pouco do Pai Ventania e Pai Caxambu para as pessoas que não conhecem esses Caboclos?
Mãe Otacília: O Caboclo Ventania e o Caboclo Caxambu são caboclos que fizeram tantas coisas boas, tem tantas recordações bonitas levadas por pessoas que já se foram... Acho que quem realmente pode falar são as pessoas que freqüentam a casa e sabem que o Caboclo Ventania e o Caboclo Caxambu que incorpora em minha irmã, bem como o Preto Velho Bate Cambinda são Guias aos quais eu tenho muito desejar em agradecimento, porque só dizer obrigado é muito pouco.
Rubens Saraceni: Alguns médiuns se espelham em determinado Guia, esperando que o deles faça a mesma coisa, esperando que sejam iguais.
Mãe Otacília: É verdade, a gente tem que frisar muito isso. Dentro da Umbanda não deve haver imitação. Cada Guia ou Mentor tem a sua própria consciência porque o médium não está morto, ele está vendo tudo o que está acontecendo e não deve copiar nada. Colares, guias, é legal que vocês gostem, achem bonito, mas isso não é espiritualidade é vaidade; espiritualidade está dentro da cabecinha de cada um, do coração de cada um. Tenho certeza de que se houver um Orixá, um Caboclo ou Preto Velho ele usará sua intuição para passar o que for necessário. Não vale a pena ficar copiando nada dos outros.
Rubens Saraceni: Outra questão é enfrentar os problemas decorrentes de se manter um templo aberto. A senhora tem visto pessoas fechando suas casas?
Mãe Otacília: Muitas pessoas, não tem mais condições de manter uma casa aberta porque pagam aluguel, não tem emprego ou dinheiro suficiente. Uns a gente tenta ajudar a retornar, a fazer seu barraquinho, mas nem todos a gente pode socorrer na hora certa.
Rubens Saraceni: A Umbanda é caridade, é doação, o médium doa sua matéria e a espiritualidade trabalha o tempo todo beneficiando as pessoas sem exigir nada em troca. Então chega um momento que há um estrangulamento na vida daquele médium, porque ele deixa até o emprego dele para se dedicar a espiritualidade sem ter um retorno financeiro não é?
Mãe Otacília: Sim, é verdade. Por não ter um emprego, não poder pagar o aluguel, as coisas se complicam... Aí deixam de ter tempo de cuidar da religião porque eles precisam ter dois dois empregos para sustentar as necessidades da casa... Geralmente eu digo: “Meu filho não é por aí, eu tenho certeza que você vai se encontrar porque quando a gente quer e persiste consegue aquele sonho que é a Umbanda não é? E quando sim, aparece uma casinha, aparece um emprego...
Rubens Saraceni: A senhora resumiu tudo: A perseverança tem que estar presente na vida daquele que recebeu uma missão, porque não é fácil. Antes, é trabalhoso, tem que se dedicar mesmo, e a recompensa é o enriquecimento do ser. Nós esperamos que os jovens umbandistas comecem a olhar para os mais velhos, que estão há mais tempo na estrada e já cumpriram uma grande missão, e que continuam a cumprí-la com o mesmo ânimo, o mesmo prazer com que começaram lá atrás. A senhora se sente menos animada hoje?
Mãe Otacília: Não! Me sinto vitoriosa por ter conseguido e estar conseguindo muita coisa que eu não esperava. E digo a vocês crianças: “Vão em frente!” A Umbanda é uma religião linda e maravilhosa, mas sem vaidades, sem orgulho, sem hipocrisia e muita simplicidade.
Pai Rubens Saraceni.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
SARAVÁ A UMBANDA
UMBANDINHA
Gente vocês não tem idéia do quanto eu detesto ouvir esta palavra, hoje eu estava revendo meus arquivos de fotos, e vi quantas personalidades da Umbanda e do Candomblé participaram dos festejos de São Jorge no Ginásio do Ibirapuera, e muitas dessas pessoas do candomblé, uma delas posso citar com exemplo, pois conheço toda a sua história, é o do nosso saudoso Tatá Pérsio, que gravou um depoimento muito lindo, nas dependências do Ginásio falando de nossa querida Umbanda, Tatá Pérsio começou a se desenvolver na Umbanda e só depois de alguns anos de Umbanda é que se ingressou no Candomblé, pois como ele mesmo falava “Comecei na Umbanda ainda de calças curtas” lembrei dele agora porque revi o depoimento e também me lembrei na 1ª Festa de São Jorge, na cidade de São Bernardo do Campo onde estávamos presentes, inclusive o Prefeito da cidade e Pai Pérsio me falou, “Ogan Juvenal me de licença, que eu quero cantar um ponto para São Jorge, pois eu vim da Umbanda a Umbanda é a minha raiz”, ai ele ainda sentado, pois já se encontrava bastante debilitado, cantou um lindo ponto de São Jorge, que emocionou a todos os presentes, Pai Jamil Rachid assim como Tatá Pérsio também começou na Umbanda como filho de Santo do saudoso Pai Jau o Sr. Euclides Barbosa, uma pessoa muito meiga e humilde dentro de nossa religião, que trouxe a Umbanda do Rio de Janeiro para São Paulo, Pai Ronaldo Linhares e Pai Fernando Cassitas também iniciaram na Umbanda e tem suas raízes dentro do Candomblé como filhos de Pai Joãozinho da Goméia, e tem muita gente que eu poderia citar, pois, estes que estou falando eu os conheço ou os conheci pessoalmente e não de ouvir falar. Pois é meus irmãos, ainda assim, tem algumas pessoas que chamam nossa religião de “umbandinha”, e que detestam os umbandistas, se dizem feitos no Santo, mais estas mesmas pessoas que criticam a Umbanda criticam os Umbandistas, fazem festas para Caboclos, se vestem de Exus e Pomba Gira, trabalham com Cosme e Damião, Pretos Velhos e não são Umbandistas, e ai eu pergunto, de onde vem estas entidades? De nossa Umbanda não é verdade?, Então meus amigos respeitem as religiões, respeitem as Nações, respeitem os fundamentos de cada um, pois cada um pratica aquilo que aprendeu, UMBANDA É UMA RELIGIÃO BRASILEIRA – UMBANDA É UMA RELIGIÃO UNIVERSAL, E SALVE A UMBANDA, SARAVÁ !!!! Ogan Juvenal
Gente vocês não tem idéia do quanto eu detesto ouvir esta palavra, hoje eu estava revendo meus arquivos de fotos, e vi quantas personalidades da Umbanda e do Candomblé participaram dos festejos de São Jorge no Ginásio do Ibirapuera, e muitas dessas pessoas do candomblé, uma delas posso citar com exemplo, pois conheço toda a sua história, é o do nosso saudoso Tatá Pérsio, que gravou um depoimento muito lindo, nas dependências do Ginásio falando de nossa querida Umbanda, Tatá Pérsio começou a se desenvolver na Umbanda e só depois de alguns anos de Umbanda é que se ingressou no Candomblé, pois como ele mesmo falava “Comecei na Umbanda ainda de calças curtas” lembrei dele agora porque revi o depoimento e também me lembrei na 1ª Festa de São Jorge, na cidade de São Bernardo do Campo onde estávamos presentes, inclusive o Prefeito da cidade e Pai Pérsio me falou, “Ogan Juvenal me de licença, que eu quero cantar um ponto para São Jorge, pois eu vim da Umbanda a Umbanda é a minha raiz”, ai ele ainda sentado, pois já se encontrava bastante debilitado, cantou um lindo ponto de São Jorge, que emocionou a todos os presentes, Pai Jamil Rachid assim como Tatá Pérsio também começou na Umbanda como filho de Santo do saudoso Pai Jau o Sr. Euclides Barbosa, uma pessoa muito meiga e humilde dentro de nossa religião, que trouxe a Umbanda do Rio de Janeiro para São Paulo, Pai Ronaldo Linhares e Pai Fernando Cassitas também iniciaram na Umbanda e tem suas raízes dentro do Candomblé como filhos de Pai Joãozinho da Goméia, e tem muita gente que eu poderia citar, pois, estes que estou falando eu os conheço ou os conheci pessoalmente e não de ouvir falar. Pois é meus irmãos, ainda assim, tem algumas pessoas que chamam nossa religião de “umbandinha”, e que detestam os umbandistas, se dizem feitos no Santo, mais estas mesmas pessoas que criticam a Umbanda criticam os Umbandistas, fazem festas para Caboclos, se vestem de Exus e Pomba Gira, trabalham com Cosme e Damião, Pretos Velhos e não são Umbandistas, e ai eu pergunto, de onde vem estas entidades? De nossa Umbanda não é verdade?, Então meus amigos respeitem as religiões, respeitem as Nações, respeitem os fundamentos de cada um, pois cada um pratica aquilo que aprendeu, UMBANDA É UMA RELIGIÃO BRASILEIRA – UMBANDA É UMA RELIGIÃO UNIVERSAL, E SALVE A UMBANDA, SARAVÁ !!!! Ogan Juvenal
segunda-feira, 30 de abril de 2012
QUITO FORMIGA E OGAN JUVENAL - JUNTOS PELO MESMO IDEAL
Hoje tive o prazer em bater um papo com uma pessoa que gosto muito, falo
do Ogã Juvenal, que faz um trabalho muito bonito e competente na região
de Guarulhos junto a Umbanda e Umbandistas. Desejo toda sorte a você
amigo e parabéns pelo trabalho. Muita luz.
Quito Formiga - Vereador da Camara Municipal de São Paulo
Quito Formiga - Vereador da Camara Municipal de São Paulo
segunda-feira, 23 de abril de 2012
IYALORIXÁ IYÁ OTACILIA DE YEMANJÁ
Seria injustiça de minha parte, falar da Festa de São Jorge, e não citar
uma das diretoras mais antiga da União de Tendas, minha mãe carnal,
Iyalorixá Iyá Otacilia de Yemanjá, minha mãe acompanha Pai Jamil a mais
de 40 anos e participa de todos eventos
realizados por nossa federação, ela é enfermeira parteira aposentada, e
teve a grata honra de fazer treis partos nos dias de eventos da Festa de
Yemanjá, uma das mães estava na beira d'água pronta para dar a luz, foi
onde chamaram minha mãe as pressas, que observando a parturiente disse
que não daria tempo de chegar ao hospital, então ali depois de poucos
minutos esta pessoa da a luz, a uma linda criança, que ali mesmo foi
batizada de Janaina, causos, né, como não poderia deixar de ser, na
ultima festa em homenagem a Ogum nos seus 50 Anos, minha mãe fez um
parto, na enfermaria do Ginásio do Ibirapuera, este foi para consagrar,
aliás se a mãe ou pai da criança estiver lendo esta história, por favor
entrem em contato, pois nunca mais tivemos noticias.
Deixei por ultimo um caso inédito, no dia 7 de setembro de 1986, estávamos realizando a reunião mensal da União de Tendas em nossa sede, e neste dia a esposa do Pai de Santo que iria receber seu diploma, entra em trabalho de parto, foi uma correria só naquele dia, mais uma vez minha mãe constatou que não daria tempo de chegar ao hospital, apesar de estarmos perto do Hospital das Clinicas, o parto foi realizado ali mesmo na salinha anexa ao escritório do Pai Jamil, já viram tudo, acabou com a reunião, o pai da criança não se contia de alegria, Pai Jamil nervoso rs. O pai da criança pediu que Pai Jamil Rachid desse o nome de batismo da criança um menino, que foi chamado de Aridan, ficou marcado então que o batizado do Aridan seria no dia 6 de outubro, e todos os diretores seriam conclamados padrinhos do Aridan, mais a história não acaba ainda, dia 6 de outubro batizado do Aridan, todos nós naquela festa, blá bla, bla, minha cunhada liga na federação dizendo que a minha esposa estava entrando em trabalho de parto, pois é, saímos correndo da federação, chegando em casa e minha mãe fez o parto do seu primeiro neto, meu filho, Júlio Henrique, pois é, temos muitas histórias a relatar, da para mais de um livro rs. Vejam minha mãe com o Aridam no colo depois de um mês de vida. Parabéns Mãe Otacilia Grande Baluarte e Decana de nossa Umbanda,65 (Sessenta e cinco anos de Umbanda).
Deixei por ultimo um caso inédito, no dia 7 de setembro de 1986, estávamos realizando a reunião mensal da União de Tendas em nossa sede, e neste dia a esposa do Pai de Santo que iria receber seu diploma, entra em trabalho de parto, foi uma correria só naquele dia, mais uma vez minha mãe constatou que não daria tempo de chegar ao hospital, apesar de estarmos perto do Hospital das Clinicas, o parto foi realizado ali mesmo na salinha anexa ao escritório do Pai Jamil, já viram tudo, acabou com a reunião, o pai da criança não se contia de alegria, Pai Jamil nervoso rs. O pai da criança pediu que Pai Jamil Rachid desse o nome de batismo da criança um menino, que foi chamado de Aridan, ficou marcado então que o batizado do Aridan seria no dia 6 de outubro, e todos os diretores seriam conclamados padrinhos do Aridan, mais a história não acaba ainda, dia 6 de outubro batizado do Aridan, todos nós naquela festa, blá bla, bla, minha cunhada liga na federação dizendo que a minha esposa estava entrando em trabalho de parto, pois é, saímos correndo da federação, chegando em casa e minha mãe fez o parto do seu primeiro neto, meu filho, Júlio Henrique, pois é, temos muitas histórias a relatar, da para mais de um livro rs. Vejam minha mãe com o Aridam no colo depois de um mês de vida. Parabéns Mãe Otacilia Grande Baluarte e Decana de nossa Umbanda,65 (Sessenta e cinco anos de Umbanda).
VAMOS SARAVÁ OGUM !!!!!!!!!!!!!!
Há 54 anos a União de tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil, realizava
a primeira festa em homenagem a São Jorge. As primeiras festividades
foram em locais fechados, no terreiro onde Pai Jamil e seus irmãos de
santo mantinham em São Miguel Paulista,
hoje poucos sabem mais nossa religião era muito perseguida pelo clero,
ou seja, a igreja católica não aceitava nossa umbanda de maneira alguma,
então por isso sofremos muitas perseguições pela policia, a chamada
Força Publica, onde nossos lideres religiosos eram presos por vadiagem.
Onde tudo começou; Num dia de trabalho neste terreiro em São Miguel Paulista, Pai Jamil e os médiuns da casa receberam uma mensagem de Exu “Ogum diz, façam uma grande procissão saiam para a rua e me levem na frente” Todos ficaram abismados com certa mensagem, pois sabiam que se saíssem para a rua todos de branco era cadeia na certa. Mais incentivados pela fé fizeram uma linda procissão e colocaram a imagem de São Jorge em um andor aonde ele ia abrindo os caminhos para os médiuns. Ouvi esta narração de várias pessoas, inclusive de Pai Jau que em certa ocasião me fez este relato todo orgulhoso e emocionado por ter participado deste ato. Não tirando o mérito de nossos Orixás e de nossas entidades a festa de São Jorge no Ibirapuera foi uma das grandes responsáveis pelo crescimento e divulgação de nossas religiões de Umbanda e de candomblé, como eu dizia em meus discursos, neste dia o Ginásio do Ibirapuera se tornava o maior Templo de Umbanda do mundo, vejam que é plena verdade.
Onde tudo começou; Num dia de trabalho neste terreiro em São Miguel Paulista, Pai Jamil e os médiuns da casa receberam uma mensagem de Exu “Ogum diz, façam uma grande procissão saiam para a rua e me levem na frente” Todos ficaram abismados com certa mensagem, pois sabiam que se saíssem para a rua todos de branco era cadeia na certa. Mais incentivados pela fé fizeram uma linda procissão e colocaram a imagem de São Jorge em um andor aonde ele ia abrindo os caminhos para os médiuns. Ouvi esta narração de várias pessoas, inclusive de Pai Jau que em certa ocasião me fez este relato todo orgulhoso e emocionado por ter participado deste ato. Não tirando o mérito de nossos Orixás e de nossas entidades a festa de São Jorge no Ibirapuera foi uma das grandes responsáveis pelo crescimento e divulgação de nossas religiões de Umbanda e de candomblé, como eu dizia em meus discursos, neste dia o Ginásio do Ibirapuera se tornava o maior Templo de Umbanda do mundo, vejam que é plena verdade.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
PAI JOAQUIM E PAI MANÉ
Há algum tempo atrás, eu estava num seminário fazendo uma palestra sobre os Pretos Velhos, e eu fiz um comentário sobre este ponto:
“Pai Joaquim, cadê Pai Mané
Ta na mata colhendo guiné
Diga a Le que quando vier
“Que suba a escada e não bata o pé”
Esta cantiga, ou como queiram, este ponto, fala destas duas entidades maravilhosas de nossa umbanda, Pai Joaquim e Pai Mané que eram dois excelentes curandeiros, e cuidavam de todos, os negros com muito carinho.
“Certa vez na senzala, o filho do dono da fazenda ficou muito doente, o fazendeiro muito rico, mandou vir médicos de todas as partes, mais nenhum deles resolveu o problema daquela criança, foi ai que então a escrava, a ama de leite da criança, falou para a esposa do fazendeiro, que o Pai Joaquim e o Pai Mané poderiam curar a criança com suas rezas e com suas ervas, a esposa do fazendeiro falou jamais, meu marido me mataria se souber que um negro escravo pois a mão em meu filho. Mais a negra foi muito insistente até que conseguiu convencer a patroa em deixar os escravos a cuidarem da criança. Daí vem à primeira parte da cantiga (desculpem mais falo cantiga, rs), a negra escrava pergunta ao Pai Joaquim onde esta o Pai Mané e ele responde, ele foi para a mata colher a guiné e as outras ervas para podermos cuidar da criança, é ai que a escrava fala pro Pai Joaquim avisar o pai Mané, quando chegar a casa não bater o pé, não fazer barulho para o fazendeiro não saber que eles estão ali. Então os dois curandeiros conseguem curar a criança, e ai vem à segunda parte da cantiga, onde todos os negros da senzala homenageiam aos dois, dizendo que vieram de tão longe para trazer a cura para os necessitados. “Pai Joaquim êê, Pai Joaquim ê a, Pai Joaquim vem la de Angola, Pai Joaquim vem de Angola , angola”. O mais curioso disso tudo, é que a criança foi curada, e ninguém teve a coragem de falar para o fazendeiro que foram os dois escravos que curaram a criança. Vcs viram uma cantiga tão simples, mais com muito fundamento. Quando eu narrei esta história no seminário teve gente que chorou de emoção, é isto ai, a humildade dos nossos Pretos Velhos, rezadores e curandeiros.
Adorei as Almas Ogan Juvenal
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