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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

7° Encontro de Médiuns e Curimbas realizado pela FENUG – Federação Espirita Núcleo Umbandista de Guarulhos.



Dia 02 de Novembro de 2011, foi realizado no Teatro Adamastor Centro de Guarulhos SP, o 7° Encontro de Médiuns e Curimbas pela FENUG – Federação Espirita Núcleo Umbandista de Guarulhos.
Fundada em 13 de fevereiro de 2006, a federação é uma instituição que tem o propósito de documentar e legalizar terreiros de matrizes afro-brasileiras (umbanda e candomblé), bem como ministrar cursos voltados à religião. Filiada ao Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo, a FENUG vem lutando junto com grandes amigos e irmãos de outras federações para elevar o nome da religião em sentido religioso e sócio-político, para que todos tenham direitos iguais perante a sociedade!
O Evento contou com Grandes participações, entre elas a Escola de Curimba Aldeia de Caboclos, Umbanda e Ecologia; Emoriô etc... Também tivemos a participação do Pai Élcio de Oxalá que, com sua belíssima voz deu inicio a abertura cantando o hino da Umbanda.
Outra apresentação muito especial foi da Aldeia indígena Piaçaguera onde a Mãe Veronica faz um trabalho excepcional.
Entre muitos convidados que foram homenageados, Ogan Juvenal foi um deles. Ele falou da importância do encontro, agradecendo a todos e não se esquecendo de citar mais uma vitória da religião, onde dia 26 de outubro participou de uma comissão de religiosos em uma reunião com o Deputado Estadual Feliciano para tratar do assunto de sacrifício de animais nos ritos religiosos. O Deputado Feliciano concordou em mudar o decreto onde proibia os sacrifícios dos animais, mas colocaria outro no lugar sob a supervisão dos membros Religiosos de Umbanda e Candomblé.
Ogan Juvenal não deixou de lembrar a todos ali presente que existe sim leis que protegem os animais e que o IBAMA está atento a tudo, portanto, os rituais serão preservados desde que, não haja nenhum abuso e que é importante todos se conscientizarem.

Parabéns a FENUG, Ogan Oscar Daniel, Wanderley de Oxalá e a todos que contribuíram para este belo evento.

Axé!

Mislene Lopes
Assessoria.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

UMBANDA TEM FUNDAMENTO



Certo dia estava, em uma casa de candomblé, esperando recomeçar o toque e ao meu lado estavam algumas pessoas, todas bem alinhadas com estas roupas de festas, abatas um mais bonito que o outro, os fios de contas então, nem sei dizer a que nações pertencem de tão ornamentados e coloridos, mas o que mais me chamou a atenção foi quando um deles fez o seguinte comentário: “olha lá, vem chegando o povinho da UMBANDINHA”, e apontou para a porta, confesso que fiquei abismado com tal comentário, pois vinha adentrando ao barracão, uma senhora negra, muito bonita, com um fio de conta de Yemanjá, no pescoço, com sua roupa branca bem arrumada e sorrindo para todos ela dizia: “boa noite meus irmãos, venho aqui prestigiar a festa e trazer o meu sarava”. Aquela pessoa que fez aquele comentário maldoso, nem sequer olhou para a mãe de Santo da Umbanda, fiquei me perguntando, o porque este termo chulo “ Umbandinha”?
Será porque eles acham que a umbanda é uma religião pequena, uma religião de ninguém? Estranho, tal comentário eu tenho o maior carinho pela minha religião de Umbanda, tenho muita fé nas nossas entidades, Caboclos, Pretos Velhos, Boiadeiros, Baianos, a linha de nossas crianças, e o infeliz a chama de Umbandinha, lamento a atitude das pessoas que não reconhecem a nossa religião. Bom, a mãe de santo entrou participou da festa e eu não fiz comentário algum pelo acontecido, ainda mais porque não estava na minha casa, e era um convidado como outro qualquer, acabou o candomblé , começaram a servir o ajeum, e ficou tudo por isso mesmo.
Como faço parte da diretoria da federação, sou frequentemente convidado a participar de várias festas de nossa religião, foi ai que recebi o convite para participar de uma festa de caboclos num terreiro de Umbanda. Chegando La deparei com um terreiro muito bonito, com seu altar todo enfeitado de flores, o chão forrado de folhas que exalavam aquele suave perfume de eucalipto, o corpo mediúnico cada um em seu lugar, todos de roupa branca esperando o inicio dos trabalhos, que se deu pela defumação, ai fizemos as preces e os atabaqueiros começaram a tocar e cantar para a chegada dos caboclos, a festa estava no auge, quando de repente me viro, e vejo ao meu lado, aquela pessoa que tinha feito aquele comentário irônico “do povinho da Umbandinha”, incorporado num caboclo, tal visão me causou espanto, e me veio a interrogação: O que uma pessoa do Candomblé que não cultua “Egun” estava ali incorporada com caboclo e que segundo ela é uma Umbandinha? Não deixei por menos, fui até o caboclo e o cumprimentei dando-lhe um abraço o qual me foi retribuído da mesma forma, e o caboclo me disse que ali ele estava em casa, pois foi o primeiro lugar em que ele incorporou aquele médium, foi na Umbanda, e foi batizado como caboclo Pena Verde, ai ele me contou a história da pessoa em que ele estava incorporado, que há tempos atrás, ficou muito doente, e sua mãe recorreu a tudo quanto foi médico e nada de ser curado, foi ai que a aconselharam de leva-lo a um terreiro de Umbanda, chegando ao terreiro de Umbanda, a mãe de santo estava incorporada com um preto velho, e a mãe aflita, disse ao preto velho que não sabia mais o que fazer, pois já tinha levado seu filho em tudo quanto foi lugar e ninguém sabia o que o filho dela tinha, o preto velho pediu calma aquela mãe desesperada, e disse que na fé de Zambi, seu filho iria sarar, e começou a benzer a criança que depois de alguns dias ficou completamente recuperado, foi ai que esta pessoa iniciou na Umbanda e começou a trabalhar comigo o caboclo Pena Verde. Diante daquela narração do caboclo fiquei mais uma vez feliz em saber que nossa Umbanda tem fundamento, e continua fazendo suas curas e caridades. Mais o que infelizmente acontece, é que  as vezes as pessoas saem de nossa Umbanda, vão para outros segmentos , Candomblé, Catolicismo, etc.; e esquecem do seu passado se esquecem que iniciaram na Umbanda. A maioria dos pais e mães de santo de Candomblé, que conheço iniciou sua caminhada na Umbanda e eles não têm vergonha de falarem de seu passado, enquanto isso algumas pessoas ainda tratam minha querida religião, de Umbandinha.
 Meus irmãos, não se esqueçam: Umbanda tem fundamento.
 Seja qual for a sua religião é importante respeitar todas as crenças e seus fundamentos.
 Saravá !!!!!!! 
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