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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mãe Veronica Vasconcelos: Uma mulher guerreira e seu trabalho com a Aldeia Indígena Piaçaguera

Foto tirada no 7º encontro de curimbas e mediuns da FENUG no Teatro Adamastor em Guarulhos onde a Aldeia Indigena Piaçaguera se apresentou.




Hoje vamos dedicar nosso espaço para falar de uma pessoa encantadora, um exemplo de mulher, de caridade, humildade, compaixão e amor, que representa todos os sentimentos que emergem no final do ano: Veronica Vasconcelos Pereira de Oliveira. Mãe, mulher, guerreira, pessoa que representa  bem a nossa Umbanda, e que desenvolve um belíssimo trabalho de solidariedade ao próximo.
Mãe Veronica iniciou na religião com 14 anos de idade e ainda adolescente conheceu a importância de ser umbandista e praticar a caridade que a religião ensina. Há 38 anos está nesta caminhada carregando consigo no peito e em seu dia a dia a bandeira da Umbanda, mostra o orgulho de ser Umbandista. Baba de Umbanda há 19 anos é dirigente do Templo de Umbanda Caboclo Juremeiro, situado em Guarulhos, aonde vem desempenhando um trabalho excepcional com os índios.
Foi em abril de 1999 que por amor, afinidade e fascinação, ela se dispõe a colaborar e ajudar a Aldeia Indígena Piaçaguera em suas necessidades, promovendo festas Natalinas, como também arrecadando donativos de todos os gêneros como roupas, calçados, alimentos, móveis, roupas infantis, brinquedos, etc... Um trabalho lindo de solidariedade social.
Só na Baixada Santista, entre o Pico do Jaraguá, Santos e Bertioga são sete aldeias totalizando ao todo mais ou menos 3.760 índios.
Mãe Verônica é natural de Palmeiras dos Índios-Alagoas, se criou em Bom Conselho-Pernambuco, viveu próximo das aldeias de Águas Belas e as Aldeias de Alagoas.
Sua maior dificuldade, além de financeiras para investir em seu projeto “ADOTE UM INDIO”, está em construir e abrir creches para crianças carentes, uma vez que não encontra apoio suficiente para suprir suas expectativas em seus trabalhos solidários.
Seu tempo é totalmente dedicado à caridade e a obras sociais, por isso ela sempre diz: “Não me preocupo com preconceitos de crenças, pois não tenho tempo a perder com preconceituosos. Tenho muito que fazer com meu trabalho com os Índios e o povo da periferia de minha redondeza”.
Atuando lado a lado com Ogan Juvenal, ambos de mãos dadas lutam por mais respeito, dignidade e liberdade de expressão, Mãe Veronica aonde vai carrega a Bandeira Da nossa Umbanda, em busca de uma vida mais digna para aqueles que necessitam, mostrando com seu trabalho que a nossa religião faz caridade, que somos merecedores de respeito, que devemos ser ouvidos, que merecemos ter nosso espaço na sociedade e que somos capazes de transforma a vida de muitas pessoas para melhor.
Seu trabalho deve ser reconhecido, por isso convidamos a todos a fazerem parte desta equipe de solidariedade, de apoio ao próximo.
Dia 17 deste mês, Mãe Veronica irá realizar o Natal dos índios na Aldeia Indígena Piaçaguera - Itanhaém/SP. Para conhecer o trabalho dela e fazer a doação de brinquedos para as crianças indígenas, entre em contato com ela pelos telefones (11) 2482-1604 (11)8762-6019 (11)6480-5563. Pode ser um brinquedo usado em perfeito estado. Tenha certeza  sua colaboração vai fazer um pequeno curumim sorrir.

Confiram no vídeo abaixo O trabalho da Mãe Veronica no Natal do ano passado realizado pelo seu Templo de Umbanda Caboclo Juremeiro:


Axé!


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ogans os Grandes Mestres do Candomblé


Com a Iniciativa da Sociedade Ilé Asè Ibùalámo, em parceria com a coordenadoria dos Assuntos da População Negra, da Prefeitura da cidade de São Paulo, no dia 11 de Novembro, mês da Consciência Negra, acontecerá à merecida homenagem aos nossos Mestres, Grandes Ogans de São Paulo, Homens de fé que perpetuaram a cultura Negra trazida da África para o Brasil.
Entre os Ilustres a serem homenageados, Ogan Juvenal será um deles, merecidamente por sua garra, luta e determinação, pois como presidente do conselho do SOUESP, coordenador geral da liga das mulheres Umbandistas do Brasil, coordenador geral da União de tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil, Coordenador geral da UMUG e membro da CONUB – Conselho Nacional dos Umbandistas do Brasil; vem desenvolvendo um grandioso trabalho ao longo dos anos, dando sempre ênfase a cultura afro e religioso, buscando sempre lutar por nosso espaço, por dignidade, respeito e liberdade de expressão.

Contamos com a presença de todos!
Local: Câmara Municipal de São Paulo – Viaduto Jacareí, 100.
Hora: 18h00min.
Entrada: Gratuita.







Mislene Lopes

Assessoria

(11) 8381-5761

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

UMBANDA TEM FUNDAMENTO



Certo dia estava, em uma casa de candomblé, esperando recomeçar o toque e ao meu lado estavam algumas pessoas, todas bem alinhadas com estas roupas de festas, abatas um mais bonito que o outro, os fios de contas então, nem sei dizer a que nações pertencem de tão ornamentados e coloridos, mas o que mais me chamou a atenção foi quando um deles fez o seguinte comentário: “olha lá, vem chegando o povinho da UMBANDINHA”, e apontou para a porta, confesso que fiquei abismado com tal comentário, pois vinha adentrando ao barracão, uma senhora negra, muito bonita, com um fio de conta de Yemanjá, no pescoço, com sua roupa branca bem arrumada e sorrindo para todos ela dizia: “boa noite meus irmãos, venho aqui prestigiar a festa e trazer o meu sarava”. Aquela pessoa que fez aquele comentário maldoso, nem sequer olhou para a mãe de Santo da Umbanda, fiquei me perguntando, o porque este termo chulo “ Umbandinha”?
Será porque eles acham que a umbanda é uma religião pequena, uma religião de ninguém? Estranho, tal comentário eu tenho o maior carinho pela minha religião de Umbanda, tenho muita fé nas nossas entidades, Caboclos, Pretos Velhos, Boiadeiros, Baianos, a linha de nossas crianças, e o infeliz a chama de Umbandinha, lamento a atitude das pessoas que não reconhecem a nossa religião. Bom, a mãe de santo entrou participou da festa e eu não fiz comentário algum pelo acontecido, ainda mais porque não estava na minha casa, e era um convidado como outro qualquer, acabou o candomblé , começaram a servir o ajeum, e ficou tudo por isso mesmo.
Como faço parte da diretoria da federação, sou frequentemente convidado a participar de várias festas de nossa religião, foi ai que recebi o convite para participar de uma festa de caboclos num terreiro de Umbanda. Chegando La deparei com um terreiro muito bonito, com seu altar todo enfeitado de flores, o chão forrado de folhas que exalavam aquele suave perfume de eucalipto, o corpo mediúnico cada um em seu lugar, todos de roupa branca esperando o inicio dos trabalhos, que se deu pela defumação, ai fizemos as preces e os atabaqueiros começaram a tocar e cantar para a chegada dos caboclos, a festa estava no auge, quando de repente me viro, e vejo ao meu lado, aquela pessoa que tinha feito aquele comentário irônico “do povinho da Umbandinha”, incorporado num caboclo, tal visão me causou espanto, e me veio a interrogação: O que uma pessoa do Candomblé que não cultua “Egun” estava ali incorporada com caboclo e que segundo ela é uma Umbandinha? Não deixei por menos, fui até o caboclo e o cumprimentei dando-lhe um abraço o qual me foi retribuído da mesma forma, e o caboclo me disse que ali ele estava em casa, pois foi o primeiro lugar em que ele incorporou aquele médium, foi na Umbanda, e foi batizado como caboclo Pena Verde, ai ele me contou a história da pessoa em que ele estava incorporado, que há tempos atrás, ficou muito doente, e sua mãe recorreu a tudo quanto foi médico e nada de ser curado, foi ai que a aconselharam de leva-lo a um terreiro de Umbanda, chegando ao terreiro de Umbanda, a mãe de santo estava incorporada com um preto velho, e a mãe aflita, disse ao preto velho que não sabia mais o que fazer, pois já tinha levado seu filho em tudo quanto foi lugar e ninguém sabia o que o filho dela tinha, o preto velho pediu calma aquela mãe desesperada, e disse que na fé de Zambi, seu filho iria sarar, e começou a benzer a criança que depois de alguns dias ficou completamente recuperado, foi ai que esta pessoa iniciou na Umbanda e começou a trabalhar comigo o caboclo Pena Verde. Diante daquela narração do caboclo fiquei mais uma vez feliz em saber que nossa Umbanda tem fundamento, e continua fazendo suas curas e caridades. Mais o que infelizmente acontece, é que  as vezes as pessoas saem de nossa Umbanda, vão para outros segmentos , Candomblé, Catolicismo, etc.; e esquecem do seu passado se esquecem que iniciaram na Umbanda. A maioria dos pais e mães de santo de Candomblé, que conheço iniciou sua caminhada na Umbanda e eles não têm vergonha de falarem de seu passado, enquanto isso algumas pessoas ainda tratam minha querida religião, de Umbandinha.
 Meus irmãos, não se esqueçam: Umbanda tem fundamento.
 Seja qual for a sua religião é importante respeitar todas as crenças e seus fundamentos.
 Saravá !!!!!!! 
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